sábado, 17 de dezembro de 2011

JESUS E O MORIBUNDO


JESUS E O MORIBUNDO

Jesus Cristo nasceu e cresceu
E foi crucificado
Pagando os pecados
Que não cometeu
Falou até aos filisteus
Mas não foi observado.

Um dia caminhando na rua
Sem querer aparecer
Encontrou um moribundo
Sem ter o que fazer
Pois estava muito doente
E Sem ter o que comer.

Jesus sentou perto dele
E começou a conversar
E lhe disse assim
Tu és um irmão meu
Somos filhos do mesmo Homem
Que a vida me concedeu.

Tu não serás mais doente
E fome não passarás
Pois o meu Pai
É o todo poderoso
É quem manda nesse Mundo
E não ficarás atrás.

E o moribundo também falou
Senhor Jesus
Eu já fui muito humilhado
E também mal tratado
Por essa sociedade
Que não tem princípio nem fim.

Jesus Cristo olhou para ele
E também assim falou:
Tu és um ser singelo
Não viverás no flagelo
Já falei com meu Pai
Que é o nosso Criador.

É o Criador
Que dar e não pede
Ele olha para todos
Sem se preocupar com valor
Valor do dinheiro insano
Que tira vidas e amor.

Eu como filho do Homem
Vou te dizer uma coisa
Que vai te dá muito calor
Jamais serás um moribundo
Nesse Mundo de horror
Terás o prazer da vida com saúde e louvor.

Serás
Um ente querido
O meu Pai te quer sadio
Para louvá-lo com amor
Não serás mais doente
Assim o Criador falou.

O moribundo
Se levantou
E disse Jesus Cristo
Tu és o filho do Criador
Já estou me sentindo melhor
E agradeço ao Pai com carinho e amor.

Nesse sim
Nós podemos confiar
Que não tem covardia
Nos dá saúde
Paz e alegria
E a Natureza para admirar.

Jesus Cristo
Eu me despeço
Pelo seu gesto bonito
Vou voltar para casa com o bem dito
Já estou curado e com jeito
Para o meu rumo retornar.

Te agradeço de coração
Quem não tem Deus
Não sabe o que é oração
Não reza e não pede perdão
Trazendo atraso na vida
Eu prefiro uma flor e duas margaridas.

AUTOR: VALDEMIR FERREIRA(CARTUXO).

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Literatura de Cordel Ensina Educação no Trânsito para Crianças


Com mais de 100 trabalhos já publicados, o ex-bancário e cordelista Valdemir Ferreira, o “Cartuxo”, (se escreve com o xis mesmo), dá o exemplo de que a poesia popular nordestina, mais especificamente a Literatura de Cordel, pode ser uma importante ferramenta na educação de crianças e também de adultos.
Autor de 12 cartilhas em cordel, Cartuxo está lançando este mês o seu mais recente trabalho: o “ABC Infantil Especial Para Educação no Trânsito”.
Na cartilha, o cordelista arapiraquense traduz em texto simples e divertido as principais lições de educação para o trânsito, incluindo as formas seguras de atravessar as ruas, obedecer e respeitar os sinais de trânsito e trafegar com bicicletas, motos e outros veículos.
Valdemir Cartuxo mantém a tradição do cordel antigo com versos rimados e estrofes curtas, mas está inovando o trabalho com a escolha de temas ligados à ecologia, educação alimentar, combate à prostituição infantil e até um cordel traduzido para a língua inglesa.
“Acredito que, por meio da literatura de cordel, posso resgatar uma tradição nordestina e incentivar o hábito da leitura entre as crianças e adultos”, explica o cordelista.
Ele conta que nunca havia escrito nada ligado à literatura ou poesia. Cartuxo revela que a ideia de produzir literatura de cordel surgiu de repente, após completar 54 anos de idade.
O escritor diz que as xilogravuras são feitas pelo amigo e parceiro Paulinho da Julita, que mora na cidade de Girau do Ponciano.
“Meu maior objetivo é investir na literatura de cordel ensinando os jovens a valorizar o conhecimento da região, e a receptividade das pessoas tem sido muito boa, sobretudo as crianças. Quero ver os jovens lendo coisas boas, ao invés de assistir a alguns programas de tevê que deturpam os valores da nossa sociedade”, comenta.
Ele disse que já lançou recentemente um blog para divulgar seus trabalhos. Apesar disso, Cartuxo reclama da falta de apoio para produzir seus livros de cordel.
“Faço tudo com muito esforço e não recebo nenhuma compensação financeira por isso. Meu sonho é contar com o apoio de empresários e prefeituras da região, para poder confeccionar os livros e distribuir nas escolas”, completou o cordelista, que pretende publicar um cordel contando a história de Arapiraca e participar da Bienal do Livro, no próximo ano em Minas Gerais.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Dona Floracir - 86 Anos -Parabéns Mamãe!



Existem momentos em nossas vidas,
que jamais poderiam ser resumidos em simples palavras.
Ao longo desses anos fui convivendo com uma
mulher que me despertava diariamente para uma realidade,
que me fazia acreditar sempre mais e mais no verdadeiro significado das
palavras com determinação, respeito e amor.
Você foi ao longo desses anos à pessoa que mais me ouviu.
A amiga e mãe,que mais soube dos meus medos e das alegrias que tive,
participou intensamente do meu crescimento e me ajudou a tomar as decisões mais difíceis.
Sem dúvida alguma você é a pessoa que mais me conhece e por isso
quero abrir o meu coração e dizer como estou feliz em participar
do seu aniversário quero que a minha alegria transmita a você,
meu mais puro e sincero amor e toda a gratidão que tenho pelas coisas
que fez durante esses anos, espero estar sempre ao seu lado e poder
retribuir cada palavra e gesto de carinho que dedicou a mim,
Você é a melhor mãe do mundo.
Te amo e feliz aniversário!

de Todos os seus filhos e especialmente Cartuxo.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011



Arapiraca (Sucursal)-Com muita criatividade e improviso, o ex-bancário Valdemir Ferreira, o .Cartucho. dá o exemplo de que a poesia popular nordestina - mais precisamente a literatura de cordel - pode baixar os índices de analfabetismo e melhorar o aprendizado das crianças no interior de Alagoas. Autor de mais de 50 folhetos impressos coloridos em papel off-set, o ex-bancário intitula seu trabalho de novo cordel. Valdemir Cartucho mantém a tradição do cordel antigo com versos rimados e estrofes curtas, mas está inovando o trabalho com a escolha de temas ligados à ecologia, prostitui ção infantil e até um cordel traduzido para a língua inglesa. Intitulado .travelling.- que significa viajante traduzido para a língua portuguesa-, o cordel relata com muita diversão a história de duas aves migrató- rias que contam suas experiências pelos Estados brasileiros por onde passaram.
.Essa foi uma maneira divertida que encontrei para incentivar o hábito da leitura entre as crianças, além de ensinar um pouco de inglês e geografia ., explica o cordelista. Cartucho diz que nunca havia escrito nada ligado à literatura ou poesia. Ele conta que a idéia de produzir literatura de cordel surgiu de repente, após completar 54 anos de idade. O escritor diz que as xilogravuras são feitas pelo amigo e parceiro Paulinho da Julita, que mora na cidade de Girau do Ponciano. "Meu maior objetivo é investir na literatura de cordel ensinando os jovens a valorizar o conhecimento da região, e a receptividade das pessoas tem sido muito boa, sobretudo as crianças. Quero ver os jovens lendo coisas boas, ao invés de assistir a programas como Big Brother e a Fazenda, que deturpam os valores da nossa sociedade", comenta.
NA PRÁTICA
O jovem Valter Plácido Santiago Júnior, 12, que estuda na 5ª série do Ensino Fundamental na Escola Municipal Hugo Lima, em Arapiraca, elogia o trabalho do cordelista Cartucho. "Já li três livros de cordel e achei todos bons, com histórias interessantes e divertidas", destaca.

Literatura ainda resiste aos avanços na comunicação

Literatura de Cordel é o nome dado às histórias do romanceiro popular do sertão Nordeste do Brasil (em especial Pernambuco, Paraíba e Ceará). A origem do nome "Literatura de Cordel" está em folhetos de impressão precária e expostos à venda pendurados em varais de barbante. O nome vem de Portugal, onde esse tipo de folheto de literatura popular também era produzido.
Também eram encontrados em países como Espanha, França, Itália e Alemanha. Esse tipo de folheto surgiu na Idade Média, por volta dos séculos XI e XII. A literatura de cordel chegou ao Brasil com nossos colonizadores, instalando-se na Bahia e nos demais estados do Nordeste, onde encontrou um terreno fértil.
MEIOS DE COMUNICAÇÃO
Por outro lado, rádio e TV, com sua ação padronizadora, foram levando para o sertão os elementos mais característicos da cultura urbana e concorrendo com a literatura de cordel. Porém, se os folhetos hoje não fazem o mesmo sucesso que fizeram em outras épocas, eles ainda não desapareceram e são encontrados também nas comunidades nordestinas fora da região.
Atento a importância do seu trabalho, Cartucho reclama da falta de apoio para produzir seus livros de cordel. "Faço tudo com muito esforço e não recebo nenhuma compensação financeira por isso. Meu sonho é contar com o apoio para confeccionar os livros e distribuir nas escolas"completou.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O cordelista arapiraquense Valdemir Ferreira, conhecido como “Cartuxo Cordelista” vem dedicando grande parte do seu tempo escrevendo versos em cordéis abordando vários temas, alguns polêmicos, a exemplo do tema Pedofilia colocando como foco principal os cuidados básicos para enfrentar o perigo alertando pais, professores e crianças.
Segundo o autor, já escreveu 300 títulos todos inéditos a exemplo do Maior abandonado, discriminação racial, Por que a guerra, O pastor e o ladrão de galinhas. Cartuxo Cordelista aborda outros temas com foco na literatura infantil com ilustrações como o ABC dos Bichos, ABC Infantil, Sinfonia dos Bichos, que, segundo o autor pode ser musicada para ser cantada pelo pelas crianças nas escolas.
Outros temas infantis destacados por Cartuxo são; Banda dos Bichos e o vendedor de bananas. O autor reclama e lamenta da falta de apoio e incentivo dos poderes públicos em nível de Estado e Município.
De acordo com Cartuxo, seu trabalho já foi traduzido para o espanhol e o inglês, os títulos traduzidos a exemplo de O pato a galinha e o viajante. Explicou que recebeu convite da Biblioteca Belmonte de São Paulo e não teve como cumprir o compromisso para expor o seu trabalho por falta de patrocínio.
Apesar da falta de apoio e incentivo, Valdemir Ferreira o Cartuxo não desanima e a cada dia busca mais inspiração para escrever novos temas polêmicos e atuais preservando e divulgando a cultura popular as raízes e a cultura nordestina.

Fonte:Roberto Gonçalves - www.oops.net.br